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Voto nas eleições passa a valer como prova de vida do INSS: Veja quem é alcançado

23 de setembro de 2026

Quem comparecer às urnas terá a comprovação registrada automaticamente, sem precisar ir ao banco ou a uma agência.

O Ministério da Previdência Social anunciou em 18 de setembro de 2026 que o comparecimento às urnas passa a valer como prova de vida automática para aposentados e pensionistas do INSS. A medida alcança cerca de 40 milhões de benefícios ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

O funcionamento é simples do ponto de vista de quem recebe: ao votar, o registro é enviado pelo Tribunal Superior Eleitoral e o INSS computa a comprovação. Não é preciso guardar o comprovante de votação, nem levá-lo a lugar nenhum.

A votação entra como mais uma fonte dentro de um sistema que já cruza registros do governo. O INSS utiliza o SIRIS, que reúne informações como emissão de documentos, movimentações registradas e atendimentos realizados na rede pública. Quando alguma dessas fontes confirma que o beneficiário está vivo, a prova de vida é feita sem que ele precise fazer nada.

O alcance da medida não é pequeno. Em 2024, foram registrados 20,9 milhões de eventos eleitorais, que atualizaram cerca de 5 milhões de provas de vida.

O anúncio foi feito pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e pela presidente do INSS, Ana Cristina Silveira.

O que isso significa na prática

O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro de 2026, e o segundo turno, onde houver, para 25 de outubro.

Quem vota não precisa tomar nenhuma providência. A atenção fica para quem não comparecer às urnas e também não tiver nenhuma outra fonte de comprovação no período: nesse caso, a prova de vida segue pendente e o benefício pode ser suspenso até a regularização.

A recomendação é simples e vale para todo mundo: entrar no aplicativo ou no site Meu INSS e conferir a situação da prova de vida. Se estiver em dia, não é preciso fazer nada. Se aparecer pendência, a regularização pode ser feita pelos canais do próprio INSS, inclusive com atendimento em domicílio para quem tem dificuldade de locomoção.

Vale reforçar um ponto que costuma gerar golpe nessa época: o INSS não liga pedindo dados, senha ou pagamento para liberar prova de vida.

Fonte: Ministério da Previdência Social, 18 de setembro de 2026.